PATROCINADORES

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sexta-feira, 3 de junho de 2011

Treinamento funcional, você sabe o que está treinando?

Treinamento funcional, você sabe o que está treinando?


 Segundo duas definições do dicionário, a palavra funcionalsignifica: 1 Relativo às funções vitais. 2 Em cuja execução ou fabricação se procura atender, antes de tudo, à função, ao fim prático. Não se refere em nenhum momento em treinamento em desequilíbrio, movimentos proprioceptivos ou corridas em zig-zag.

Hoje em dia é muito comum vermos o termo “treinamento funcional”, onde as pessoas fazem movimentos não convencionais, que necessitam muitas das vezes de coordenação motora e equilíbrio, controle da musculatura da região do CORE e muito esquema e controle corporal. Exercícios excelentes muitas das vezes e que nos tiram na monotonia do treinamento convencional.

Muitos desses exercícios são indicados para tratamento de algumas lesões e recuperação pós-trauma, pois trabalham além da musculatura principal a musculatura mais intrínseca (interna), velocidade de contração e reação do músculo (por usarem superfícies instáveis), e o sistema nervoso central.

E onde entra a luta nisso? Se usarmos os conceitos descritos acima, na fase de inicial do macrociclo, ou de recuperação pós-trauma, o uso desses movimentos é de muita importância para os praticantes de artes marciais, mais só! Da forma que são feitos e executados esses exercícios são na sua grande maioria, movimentos lentos e com isso que acabam nos deixando lentos, e se ao final de um macrociclo de treino procuramos estar fortes e rápidos, estaríamos contradizendo os princípios do treinamento. Mesmo que o movimento pareça rápido, a musculatura necessária para controlá-la é uma musculatura de mais resistência, de movimentos estabilizadores, de movimentos lentos.

Sendo assim, seguindo a linha de definição do dicionário, o treinamento funcional é aquele que diz respeito a função de alguma coisa, treinamento funcional para algo, ou seja, treinamento funcional para Jiu-Jitsu, treinamento funcional para MMA, e assim por diante. Se o treino é funcional para MMA ele não serve para o vôlei. E muitos dos exercícios que são ditos funcionais hoje em dia são para todos os esportes. É comum ver academias e estúdios de “treinamento funcional” onde todo mundo treina igual, seja o lutador, o surfista ou a dona de casa que busca um corpo mais delineado, onde esta a especificidade?

Por exemplo: O movimento de remada aberta apoiado no banco, não esta em desequilíbrio, e é totalmente funcional para remadores, pois reproduzem o movimento real do desporto. Os exercícios funcionais para Jiu-Jitsu devem reproduzir movimentos específicos da luta, trabalho de guarda com caneleira, puxadas na polia, e por ai vai, e não rosca bíceps em um pé só, remada alta em cima do bozu, ou deslocamento em zig-zag através de cones. A própria corrida se descaracteriza do “funcional” por trazer uma especificidade zero.

Ao montar um programa de treinamento, saiba o que você esta fazendo, exercícios e movimentos bonitos e diferentes ficam legais no vídeo, mais na hora da competição o importante é que tenhamos treinado exatamente aquilo que vamos fazer, e nem tudo aquilo que é difícil de executar ou nos deixam cansados pode ser bom para nos fazermos evoluir.

Não caia na moda, não se deixe ser enganado, procure o que é funcional para você e para a modalidade que você pratica, e não aquilo que te deixa cansado ou é difícil de fazer.

Bandagem funcional preventiva

Bandagem funcional preventiva

 No MMA, Jiu-Jítsu, Submission e Judô, por serem práticas de intenso contato físico, a ocorrência de lesões ligamentares do joelho tende a ser maior e mais grave comparados aos esportes onde não há contato como voleibol e tênis de mesa, por exemplo. Dentre diversos ligamentos do joelho (veja imagem adiante), a ocorrência de lesões no ligamento colateral medial (LCM) é elevada. No livro Pronto Pra Guerra apresentamos referências dessas lesões com atletas de Jiu-Jítsu.






 



Em artigo prévio, os autores, todos japoneses, procuraram associar uma técnica denominada de Taping, também conhecida no Brasil, dentre outras nomenclaturas, como “bandagem funcional” com a prevenção de lesões e alivio de dor (além de segurança subjetiva psicológica) de lutadores. Essa técnica japonesa não invasiva e de baixo custo tem o objetivo de ser o mais funcional possível, ou seja, por meio de fixação de fitas de esparadrapos sobre a pele, promover ótimo posicionamento do segmento e/ou alívio imediato de dores, sem no entanto, restringir a articulação, apenas limitando o movimento indesejado ou o sintoma relatado pelo atleta, mantendo a mobilidade articular.
 



No artigo, os pesquisadores relataram que utilizaram a técnica com obtenção de resultados favoráveis com 5 atletas de modalidade de combate (Judô) com lesão grau 1 ("rasgo" incompleto sem instabilidade lateral) e grau 2 (ruptura parcial com ligeira instabilidade lateral). Além disso, afirmaram que os lutadores já haviam recebido permissão médica para o retorno à prática quando aplicaram a técnica. Ressaltaram ainda que, apesar de indícios bem positivos e favoráveis, desejam aprofundar os estudos e introduzir a técnica em escala maior.

Pronto para a guerra

General Fábio pronto para a guerra na Califórnia

Liderada pelo “General” Fábio Gurgel, a equipe Alliance está pronta para buscar o hexacampeonato no Mundial de Jiu-Jitsu, que começa nessa quinta feira (2) e vai até domingo (5), em Long Beach, na Califórnia. Fábio acredita no duro trabalho feito ao longo do ano e garante que não existe milagre para a estabilidade que a Alliance vem apresentando nos grandes campeonatos.

“Não tem segredo para nossa estabilidade, são duas palavras que fazem a diferença: trabalho duro e união, essas palavras representam nossa equipe e é aí que está o nosso diferencial. Nosso time é muito unido, somos muito amigos e temos os mesmos objetivos, ninguém quer se botar na frente de ninguém, nosso grande segredo é não alimentar ego de ninguém e por isso os resultados aparecem”, explicou o mestre.

A tranqüilidade do “General” tem rendido frutos e Fábio não tem problemas de ansiedade quando o assunto é “guerra” e o mestre vai em busca do sexto título mundial da equipe.   

“A equipe está tranqüila, não tem muito aquele lance de ansiedade não, a Alliance está pronta e vamos começar a guerra aí. Nosso objetivo é conquistar o hexacampeonato e para isso fizemos uma preparação muito forte, estamos com uma equipe bastante consistente e nossa expectativa é de fazer um bom campeonato. O treinamento foi feito agora é só na hora, vamos aguardar o momento e temos certeza que vamos representar bem”, comentou Fábio, que promete vir com uma equipe forte também na base.

“Nos últimos seis anos o trabalho de base tem sido a nossa grande preocupação e esse vai ser o primeiro Mundial que estamos vindo com uma equipe mais sólida na faixa-azul e na faixa-roxa, que são as faixas de entrada e essa vai ser uma expectativa nova, pois nessas faixas o campeonato é muito duro, os atletas tem que fazer as vezes oito lutas para se sagrar campeão.
 A gente vem com uma equipe boa de azul aí para o primeiro dia, vamos ver o que vai acontecer”, concluiu Fábio.

Fera de 16 anos brilha entre os adultos

Mundial: fera de 16 anos brilha entre os adultos


Com apenas 16 anos, o faixa-azul Márcio André (Nova União) competiu entre os adultos no Mundial de Jiu-Jitsu, que começou a rolar hoje (2) na Califórnia, Estados Unidos, e só teve motivos para comemorar.

Com uma atuação impecável, o pupilo de Fábio Andrade e Bruno Bastos venceu seis atletas, fechando com chave de ouro contra o norte-americano Jonathan Van Buren na final (2x0 nas vantagens, após empate em 2x2), e faturando a medalha de ouro.

“Fiz seis lutas e foi uma luta mais dura que a outra. O peso pluma é muito duro, o nível é muito bom... Todas as lutas foram como finais, por isso comemorei muito cada vitória, e graças a Deus fui campeão”, comemora Márcio.

Embalado pelo triunfo no peso, que coroa sua campanha perfeita em 2011, ano em que já conquistou a medalha de ouro no Brasileiro e no Mundial Profissional de Abu Dhabi, o faixa-azul quer mais. “Se Deus quiser vou ser campeão do absoluto... Vou partir pra dentro”, avisa.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Murilo Ninja

Murilo Ninja

Veterano do Pride e ex-campeão do EliteXC, Murilo Ninja pendurou as luvas após ser nocauteado na disputa de cinturão do BAMMA 6, evento que aconteceu na Inglaterra no dia 21 de junho. O lutador encerrou a carreira com um saldo de 20 vitórias em 33 lutas, mas pretende se manter no meio da luta, seja ajudando seu irmão, Maurício Shogun, ou montando um CT no exterior. Em entrevista exclusiva, o casca-grossa explicou os motivos que o levaram a se aposentar com apenas 31 anos, fez um balanço de sua carreira, elegeu Zé Mario Sperry como o “pacificador” da guerra entre BTT e Chute Boxe, na época do Pride, entre outros assuntos que você confere no bate-papo a seguir.

O que o levou a tomar a decisão de se aposentar, ainda com 31 anos?

Eu não estava mais me sentindo bem, cara, não estava mais conseguindo lutar como eu lutava antigamente, então achei o melhor momento de parar. Vou parar para pensar um tempo para decidir o que irei fazer da minha vida, se vou continuar no meio da luta... Com certeza vou continuar ajudando o meu irmão e possivelmente abrir um CT, vamos aguardar para ver qual decisão irei tomar.

Qual o balanço que você faz de sua carreira?

Foi uma carreira complicada, bem difícil, lutei só com os melhores. Se você parar para analisar, vai ver que foi uma carreira cheia de pedreiras, lutei com o Dan Henderson... Só pedreira atrás de pedreira. Lógico que perdi para muitas dessas pedreiras, mas não tenho do que lamentar, são coisas de momento, mas tenho boas lembranças, agora é olhar pra frente e seguir adiante.

Você foi o primeiro campeão do Elite XC. Considera esse o momento mais marcante de sua carreira?

Com certeza esse foi um dos melhores momentos de minha carreira, você pode ver que foi ali que o meu nível começou a piorar na parte da luta, após minha saída do Pride. Eu fico pensando às vezes nas coisas que eu fiz errado, onde eu acertei, o que me fez abaixar meu nível de luta... São normais esses tipos de questionamento.

Você acredita que o combate com o Zé Mario, no Pride, foi o mais emocionante de todos?

Com certeza a luta com o Zé Mario Sperry, por toda a expectativa criada em volta desse confronto. A Chute Boxe e a Brazilian Top Team eram indiscutivelmente as duas maiores equipes do mundo e foi um grande combate. Tenho muito respeito com o Zé Mario, é um cara muito gente boa, me dou muito bem com ele e nada melhor do que fazer uma grande luta contra um grande cara. Além do que as duas equipes viviam os seus melhores momentos, foi um grande momento que vai ficar marcado na história do MMA.

No auge da “guerra” entre as equipes, você considera o Zé Mario como um grande pacificador?

Com certeza, ele era um cara mais experiente, tranquilo e serviu como um pacificador das duas equipes. Após a minha luta com ele no Pride, as duas equipes estavam voltando no mesmo avião e o Zé Mario, que conhecia o piloto do avião, nos levou até a cabine, depois me botou na primeira classe, isso quebrou o clima entre as equipes... Fiquei muito emocionado com a atitude do cara, depois de perder a luta, ainda fazer um negocio desses, sem palavras.

A respeito do CT que você falou que pode montar... A ideia é essa mesmo?

Vamos ver, ainda estou pensando aqui se vou fazer esse Centro de Treinamento lá fora, provavelmente no exterior, mas vou refletir com calma o que vai ser melhor para mim, tenho várias opções, mas vamos deixar acontecer as coisas e dar tempo ao tempo, né?

Spoiler: Reta final do “TUF: Lesnar x Cigano”

Spoiler: Reta final do “TUF: Lesnar x Cigano”


Chuck está crente de que vencerá o duelo contra Zach, e que desta vez o atleta de Cigano não conseguirá imprimir o seu jogo. Os treinamentos do atleta de Lesnar são basicamente defesas de quedas.

Dia da terceira luta das quartas de finais.

Chuck O’Neil, de Rockland, contra Zach Davis, de Rockville.

Round 1: O embate começou bem movimentado. Logo na primeira troca de golpes, Chuck acertou um belo cruzado e marcou a face de Zach. Após o quente inicio de luta o atleta de Cigano tentou por a peleja para baixo, mas viu todas as suas tentativas frustradas por Chuck. Da metade até o fim deste round o pupilo de Lesnar foi superior. Com vários socos contundentes e uma boa movimentação, Chuck deixou Zach bastante machucado.

Round 2: Zach veio para a segunda etapa bastante desgastado, e ainda no inicio do round se desequilibrou e caiu. Chuck tentou encaixar um triângulo de mão na oportunidade, mas não foi feliz. Em pé, o controle das ações era de Chuck, que acertava os melhores golpes e defendia as quedas. Com o passar do tempo a situação de Zach piorava, os golpes do atleta de Lesnar continuavam a entrar e ele não conseguia levar a luta para sua zona de conforto. Chuck manteve a distância certa para desferir seus golpes e evitar as quedas até o fim do round.

Chuck O’Neil vence Zach Davis por unanimidade.

Após a luta, Zach foi imediatamente para o médico para poder analisar a situação de seus hematomas (Zach “ganhou” dois hematomas horríveis, um embaixo de cada olho). Em conversa com os demais atletas na casa, Zach revelou sobre a dificuldade de enxergar, de uma provável cirurgia e sobre a possibilidade de não poder lutar mais. Assim como na luta de Zach, o treinador brasileiro acredita que Ryan possa finalizar o duro Tony.

Dia da ultima luta das quartas de finais.

Tony Ferguson, de Ventura, contra Ryan McGillivray, de Edmonton.

Round 1: O round se iniciou com Tony jogando alguns golpes, mas nada efetivo. Em um dos ataques de Ryan, o atleta de Lesnar encaixou um belo gancho e derrubou seu oponente, e sem dar tempo para reação terminou a fatura com golpes na cabeça, ainda no primeiro minuto.

Tony Ferguson nocauteou Ryan McGillivray.

Após todos os combates das quartas-de-finais, os sobreviventes são: Ramsey Nijem, do Team Dos Santos e Chris Cope, Chuck O’Neil e Tony Ferguson do Team Lesnar.

Dana White convoca os treinadores e seus atletas para o anuncio das semifinais, e as lutas são: Ramsey Nijem x Chris Rope, e Tony Ferguson x Chuck O’Neil.

Na noite em que Dana anunciou as semifinais, os atletas fizeram uma festa para comemorar, mas o álcool mudou o rumo da noite. Tony acabou bebendo além da conta e no meio de um agarra-agarra com Charlie Rader iniciou um desentendimento, o que quase levou em uma troca de socos. Os demais atletas da casa impediram que Tony e Charlie fossem mais além.

Ponto final: com somente um atleta na etapa final, Ramsey, Cigano aposta todas as fichas de que seu lutador será campeão. Tony exagerou, e a maioria dos atletas não aprovou suas atitudes na noite que era para ser uma festa. Grandes lutas nos aguardam.