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sábado, 16 de abril de 2011

Gabi Garcia e o convite do Sheik Tahnoon

Gabi Garcia e o convite do Sheik Tahnoon sábado, 16 de abril de 2011 
Pela primeira vez na história, o Sheik Tahnoon, autoridade máxima em Abu Dhabi, abriu as portas do seu palácio para uma lutadora de Jiu-Jitsu. Antes de vencer sua categoria no Mundial Profissional, hoje, Gabi Garcia foi convidada pelo Sheik, que é apaixonado pela arte suave, para visitar seu palácio. Por enquanto, ainda não rolou um treininho. “Não cheguei a treinar, mas acho que vai rolar (risos). Estou feliz para caramba por estar abrindo essas portas para o Jiu-Jitsu feminino e estar marcando meu nome na história do Jiu-Jitsu”, conta Gabi, que falou à TATAME sobre sua campanha e a expectativa para o Mundial da CBJJ, na Califórnia.

Como você avalia o seu desempenho no Mundial Profissional?

Estou feliz para caramba. Só eu sei o que eu passei para conquistar esse título, todas as horas de treinamento, o tempo que eu não passo com a família, o tempo que eu passo fora. Fico até emocionada de falar porque é uma recompensa muito grande para a gente. As pessoas acham que é fácil se manter no topo. Só eu sei a pressão que é, só eu sei o que eu tenho que me focar para entrar na luta. Estou feliz de ontem eu ter sido a primeira mulher a ser chamada pelo Sheik Tahnoon, estar no palácio, conhecer o palácio e pela oportunidade de estar fazendo isso pelo Jiu-Jitsu feminino.

Você chegou a treinar com ele?

Não, não cheguei a treinar, mas acho que vai rolar (risos), vamos ver. Estou feliz para caramba por estar abrindo essas portas para o Jiu-Jitsu feminino e estar marcando meu nome na história do Jiu-Jitsu.

Quais são os seus planos agora?

O meu foco total agora é o Mundial. Eu acho que é o foco de todos nós, atletas. Vou lutar o ADCC, mas estou focada para o Mundial, quero ganhar peso e absoluto de novo. A gente tem que manter o treino. Mantendo o treino, mantendo o ritmo, não tem como dar errado. Eu sei que estão me estudando, sei que estão estudando o meu jogo, mas é isso que motiva, é isso que faz a gente querer vencer sempre. E eu estou aí, tentando mudar o meu jogo toda hora, não estou de bobeira.

O que você espera do Mundial?

Eu quero fazer lutas duras mesmo, não quero ser privilegiada por chave, nem por nada. Eu quero luta dura, eu quero as meninas que venham para cima mesmo, porque é isso que a gente precisa. Eu fiz uma luta dura com a Penny (Thomas), já tinha lutado com ela várias vezes, e estou feliz para caramba com o meu desempenho. Eu acho que eu lutei bem esse campeonato, e acabei saindo atrás na luta ontem, mas acabei conseguindo fazer uma guardinha e me virar. Eu não estou de bobeira, estou treinando para caramba.

Lúcio Lagarto quer “voltar à festa” do Mundial

Lúcio Lagarto quer “voltar à festa” do Mundial sábado, 16 de abril de 2011 -
 A categoria dos mais pesados, acima de 92kg, tem um novo comandante. Trata-se de Leandro Lagarto, que enfrentou o jovem Marcus Buchecha na final deste sábado e venceu por 5x0. O campeão do Mundial Profissional de Abu Dhabi passou por nomes expressivos como Xande Ribeiro e José Junior para chegar ao topo.

Depois de ter o visto de entrada nos Estados Unidos negado quatro vezes, Lagarto espera que este ano consiga disputar o Mundial, principal objetivo de sua carreira. “Eu via a galera lá (nos EUA) e me via como o excluído da festa. Mas hoje, com esse campeonato em Abu Dhabi, eu consegui provar para mim mesmo que estou no nível... E agora eu acho que tenho o nível para chegar e ser campeão do Mundial da CBJJ”, disse.
 Lagarto fala ainda sobre sua vida na Inglaterra, superação, os treinos com Roger Gracie e planos para o futuro.

Leandro e o “fator surpresa” no Mundial Pro

Leandro e o “fator surpresa” no Mundial Pro sábado, 16 de abril de 2011 - 
De surpresa ao lugar mais alto do pódio em Abu Dhabi. Essa é a trajetória do faixa-preta Leandro Pereira, que despontou na seletiva em Gramado e conquistou o título da categoria até 74kg do Mundial Profissional de Jiu-Jitsu, neste sábado. Na final, o atleta do mestre Cícero Costa, não deu chances a Celsinho Venícius, assinalou 4x1, e desbancou o tricampeão mundial.

Para cumprir sua missão, Leandro superou dois atletas, que sempre serviram de referência para ele: o finalista Celsinho e Michael Langhi. A bela carreira construída pelos adversários derrotados por Leandro é motivo de inspiração para o atleta de São Paulo, que tem apenas 21 anos. “Eu sonho em chegar aonde o Celsinho e o Langhi chegaram, ser um dos tops, tentar ganhar o Mundial e mantê-lo. Esse é o sonho de qualquer um que está na faixa-preta, mas eu vou treinar para isso. É difícil demais porque só tem pedreira, cada campeonato é um campeonato difícil”, conta. Confira abaixo um bate-papo exclusivo com o campeão.

Qual é a sensação de chegar como surpresa na seletiva em Gramado e ganhar no Mundial Profissional de Abu Dhabi?

É a melhor sensação do mundo lutar com os melhores do peso e ganhar. Os caras têm uma força, são muito bem preparados... Eu estava me sentindo bem na luta e fiz uma estratégia que deu certo graças a Deus.

Como foi vencer um tricampeão mundial, um cara que você admirava?

Melhor coisa que existe, melhor sensação. Eu o via lutando quando eu ainda era faixa-azul, assisti em 2006 ele lutando e vencendo uma final. Gosto dele e do Michael Langhi, estou sempre olhando a luta deles, então foi ótimo.

Agora você vai lutar o Mundial. Depois de lutar com os caras, você já vai passar a ser visto com outros olhos. Você já está pensando nisso?

Vou continuar treinando do mesmo jeito, porque em time que está ganhando não se mexe (risos). Vou continuar a fazer as mesmas coisas e tentar não abalar o meu psicológico na hora, porque a cobrança é maior agora.

Quanto tempo você tem de faixa-preta?

Peguei a faixa-preta em julho do ano passado. Fui bem, perdi alguns campeonatos, ganhei outros...

Como você começou no Jiu-Jitsu? Você é aluno do Cícero Costha, que é faixa-preta do Barbozinha...

Eu comecei no Jiu-Jitsu em 2004, com o Cícero Costha, desde a faixa branca até a preta. Tudo que eu sei de Jiu-Jitsu eu devo a ele.

Você é de onde?

São Paulo, Zona Leste.

Como você foi nas outras faixas?

Na faixa-azul, fui campeão mundial juvenil. Na roxa fui campeão brasileiro pela CBJJE, melhor título. Depois, em 2007, eu não tinha condições de ir para os Estados Unidos, não tinha dinheiro. Fui bicampeão brasileiro na marrom de leve, e agora na preta (risos).

Você já tinha enfrentado o Michael Langhi e o Celsinho?

Não. Dos que estavam no peso, só tinha lutado com o Davi Ramos, na World Cup.

Você ainda tem muita coisa pela frente. O que você já sonha em fazer?

Eu sonho em chegar onde o Celsinho e  o Langhi chegaram, ser um dos tops, tentar ganhar o Mundial e mantê-lo. Esse é o sonho de qualquer um que está na faixa-preta, mas eu vou treinar para isso. É difícil demais porque só tem pedreira, cada campeonato é um campeonato difícil.

Os japoneses que treinam com você são casca-grossas...

Porra, os moleques têm a melhor guarda que existe. Eles me ajudaram para caramba. Se você treinar com a guarda deles, vai lutar com os caras que são “guardeiro” e sentir que é igual. Os moleques são muito bons. Um ganhou o absoluto e outro ganhou a categoria. Eles estão voando e vão dar trabalho quando chegar na preta (risos). A chapa vai esquentar.

Mande o seu recado...

Queria agradecer a minha equipe, que está sempre treinando comigo, o meu professor Cícero, e o Murilo Santana, que me ajudou para caramba. Queria agradecer a eles, porque sem eles eu não teria ganho.

Rodolfo leva peso e absoluto em Abu Dhabi

Rodolfo leva peso e absoluto em Abu Dhabi sábado, 16 de abril de 2011 - 

Rodolfo Vieira é o grande nome do Mundial Profissional de Jiu-Jitsu 2011, que aconteceu nos últimos três dias em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes. Com atuação impecável, o faixa-preta venceu no peso e absoluto.

Na categoria mais valorizada, Rodolfo bateu de frente com o tetracampeão mundial nos pesos penas, Rubens Charles Cobrinha, e não teve muito trabalho. Peso pesado da GFTeam, Rodolfo anotou 8x0 e finalizou da montada. Na categoria, Rodolfo passou pelo experiente Bruno Bastos (que lesionou o braço nas disputas anteriores) por 15x0, raspando três vezes e montando.

Com os dois títulos de hoje e o absoluto sem quimono, disputado no último final de semana, além da premiação extra como melhor atleta da competição, Rodolfo volta para casa com quase 60 mil dólares no bolso (a organização voltou atrás e pagou apenas 30 mil ao campeão absoluto, e não 50 mil como divulgado anteriormente).



-65kg: Tanquinho bate o “Rei de Abu Dhabi”

Na quinta-feira, após vencer três atletas da Atos, Augusto Tanquinho avisou: “cheguei para incomodar”. E o faixa-preta cumpriu a promessa após bater Rafael Mendes, que antes reinava absoluto em Abu Dhabi (ele venceu as duas edições anteriores do evento e o ADCC), na decisão até 65kg. Com o placar empatado em 4x4, a luta se deciria nas vantagens a favor de Rafa, mas Tanquinho tentou uma leg-lock nos segundos finais e empatou tudo. Na decisão dos juízes, vitória para Tanquinho. "Hoje foi um dos dias mais felizes da minha vida", comemora.

-74kg: Surpresa de Gramado brilha nos Emirados

Uma das maiores surpresas do campeonato, Leandro Pereira mostrou que está chegando com tudo às grandes competições. O faixa-preta de Cícero Costa, que já tinha eliminado nomes como Michael Langhi e Davi Ramos nas etapas anteriores, garantiu o título ao superar o tricampeão mundial Celsinho Venícius nas vantagens, por 4x1, após quase pegar as costas duas vezes.

-83kg: Calasans espanta a zebra

Atual campeão do Mundial Pro, Cláudio Calasans não deu espaço para a zebra correr solta na edição deste ano em sua categoria. Após Vinicius Corrales vencer a categoria no Mundial Pro No Gi e chamar a atenção na quinta-feira, já com quimono, com vitórias sobre Rômulo Barral e outros grandes nomes, Calasans faturou o bicampeonato nas vantagens, por 2x0, após um show de raspagens para cada lado (no placar, ficou 6x6).

+92kg: “Lance Armstrong do Jiu-Jitsu” raspa Buchecha

A categoria dos mais pesados também contou com um duelo entre gerações, assim com o a categoria até 92kg, mas desta vez a “velha guarda” foi quem brilhou. Lúcio Lagarto, que eliminou Xande Ribeiro e José Junior nas etapas anteriores, encontrou na final o jovem e promissor Marcus Buchecha, que havia finalizado Braga Neto na quinta-feira, e brilhou novamente. Com uma raspagem e passagem de guarda, Lagarto anotou 5x0 e conquistou seu primeiro título no Mundial Profissional.

Feminino até 65kg: Luanna vence Bia Mesquita... de novo

Luanna Alzuguir e Beatriz Mesquita definiram o título do Mundial Pro no ano passado e bateram de frente no Pan-Americano deste ano, e a faixa-preta da Alliance levou a melhor nas duas oportunidades. No Mundial Pro deste ano, as duas se reencontraram mais uma vez na finalíssima até 65kg. Desta vez a atleta da Gracie Humaitá estava com a faixa preta na cintura, que recebeu das mãos de Letícia Ribeiro após o Pan, mas o resultado não mudou. Com 1x0 nas vantagens, Luanna se sagra bicampeã do Mundial Profissional.

Feminino acima de 65kg: Gabi passa a guarda e leva o ouro

Grande nome da categoria nos últimos anos, Gabrielle Garcia fez valer o favoritismo mais uma vez. Depois de bater Tammy Grieco e Talita Treta nas etapas anteriores, ontem, a faixa-preta da Alliance pegou Penny Thomas na disputa pelo ouro e, com três passagens de guarda (9x0), garantiu o bicampeonato nos Emirados Árabes. "Estou feliz demais, fiz um bom campeonato... Melhor que ganhar, é lutar bem", festeja a campeã.

Festa estrangeira na faixa roxa

Na faixa roxa, teve gringo superando brasileiro em terras árabes. Até 74kg, o equatoriano Francisco Iturralde passou pelo brasileiro Victor Silvério, que havia conquistado o ouro no Mundial Pro 2010 como faixa-azul, na decisão dos juízes, após empate em 2x2 nas vantagens. Entre os atletas até 83kg, o canadense Miguel Anka venceu o americano Kit James por 8x0 nas vantagens. No peso acima, mais um canadense brilhou: Drew Cameron venceu o americano Rhadames Jr. por 4x0. Entre os mais pesados, o australiano Luke Costello passou por Orlando Sanchez por 8x4, despachando o pupilo de Rômulo Barral, que já conquistou peso e absoluto do mundial faixa azul da CBJJ.

E por falar nos faixas-azuis, eles já definiram seus campeões. Confira abaixo como ficaram definidas as finais de cada categoria:

-62kg: 1- Marcio Andrade; 2- João Ricardo
-68kg: 1- Denilson Bischiliari; 2- Grizaldy Santos
-74kg: 1- Daniel Svensson; 2- Michael Lieira
-80kg: 1- Babak Alimoradian; 2- Lamrany Toussef
-86kg: 1- Patrick Gaudio; 2- Brian Falzon
-92kg: 1- Alexandre Emond; 2- Bruno Ivan Tomasetti

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Randy Couture empolgado para enfrentar Lyoto

Randy Couture empolgado para enfrentar Lyoto sexta-feira, 15 de abril de 2011 - 
 Ex-campeão do UFC e com 47 anos nas costas, Randy Couture tem sido tópico de várias discussões sobre uma possível aposentadoria. O lutador declarou que gostaria de encarar Lyoto Machida antes de pendurar as luvas, o seu pedido foi atendido. Os atletas se enfrentam no UFC 129, que acontece no dia 30 de abril em Vancouver, no Canadá.

Couture declarou ao site MMAweekly, que está muito motivado para o confronto com Lyoto e que já gostaria de fazer essa luta há algum tempo. “Para mim vai ser um grande desafio, pois é um cara muito difícil de ser acertado, tem muitas habilidades, muda de direção e é muito explosivo, tem um bom golpe de direita e já derrotou lutadores bastante significantes nos últimos anos. Vou tentar fazer o meu jogo, levar ele para a grade e trabalhar no chão também”, disse Randy, que não sabe se vai se aposentar e não pensa mais em ser campeão do UFC.

“Não posse dizer que esse vai ser o fim da minha carreira pois ainda existem muitas lutas interessantes que eu posso fazer, mesmo aos 47 anos. Shogun é outro cara que seria uma luta bastante interessante, é um grande lutador. Mas não penso mais em ser campeão, só penso em fazer boas lutas. O que tiver que acontecer, irá acontecer. O título é apenas uma cereja no bolo e não é para mim nesse momento”, finalizou o “Capitão América”.

Bia festeja estreia com pé direito na faixa preta

Bia festeja estreia com pé direito na faixa preta sexta-feira, 15 de abril de 2011 -
Logo após ganhar a categoria no Pan-Americano de Jiu-Jitsu, que aconteceu em março na Califórnia, Bia Mesquita recebeu a faixa preta das mãos da mestre Letícia Ribeiro, e já começou a suar no Mundial Profissional, em Abu Dhabi. Garantida na final da categoria contra Luanna Alzuguir, a nova faixa-preta falou sobre a campanha nos Emirados Árabes e a responsabilidade que carrega. “Senti uma energia diferente, de estar com a faixa-preta na cintura e estar chegando ao topo”, conta Bia, no bate-papo a seguir:

Você pegou uma chave complicada, com a Michelle Nicolini, a Marina...

É, estava difícil. Na primeira luta, eu consegui finalizar a menina da GFTeam, a Priscila, que também é dura e forte. Depois eu peguei a Marina, que é a atual campeã europeia, ganhou da Kyra no Europeu, e que está chegando. Não foi uma luta fácil, e no final eu já estava cansada. Depois foi contra a Michelle. Eu sabia que hoje ia ter grandes lutas e eu só tentei fazer o meu melhor para chegar à final. Mais uma final esse ano.

Esse é o seu primeiro campeonato como faixa-preta?

É, o meu primeiro campeonato de preta. Meu Deus, é uma responsabilidade... Não é uma responsabilidade porque eu já estava lutando com as meninas, mas eu senti uma energia diferente, de estar com a faixa-preta na cintura e estar chegando ao topo. É o objetivo de todo mundo que começa a lutar: chegar à faixa preta. Finalmente, depois de 14 anos de treino, eu cheguei nessa fase. Graças a Deus eu estou indo bem, vamos para a final agora.

Você já lutou com a Luanna três vezes, e perdeu duas. O que você vai montar de estratégia?

Vai ser uma luta muito estratégica, tenho que correr atrás do prejuízo. Seis minutos é uma luta muito rápida, então tem que prestar bastante atenção no começo para não cometer erro, principalmente a galera da faixa preta. É mais difícil, todo mundo está buscando uma vantagenzinha, buscando não cometer erros. Eu acho que isso é o mais difícil: me manter concentrada para ganhar na estratégia. Eu não posso errar.

Vocês vieram com quatro só no peso...

Foi a Sam e a Carol de um lado, eu e a Mackenzie do outro. Eu e a Carol chegamos na semi, eu passei para a final e a Carol infelizmente não conseguiu fechar. Mas estamos lá, Gracie Humaitá! Eu estou na final agora, é a Gracie Humaitá na final.